Questão de Período Colonial e Economia Açucareira/Mineradora — ENEM
Na segunda metade do século XVIII, o ministro português Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, empreendeu reformas profundas na administração do Império. Entre as medidas, expulsou os jesuítas das colônias, criou companhias monopolistas de comércio para revitalizar a economia da metrópole e tentou modernizar a burocracia colonial. Contemporaneamente, intelectuais formados em Coimbra com influências iluministas debatiam a relação entre metrópole e colônia, questionando a dependência portuguesa em relação às manufaturas inglesas e o esgotamento do modelo minerador. Esses elementos criaram um ambiente intelectual que, combinado à crise econômica e à pressão fiscal sobre a colônia, alimentou projetos de emancipação. Um historiador interpreta esse período como uma crise sistêmica do Antigo Regime colonial. De que forma as reformas pombalinas e o iluminismo luso relacionaram-se com a crise do sistema colonial?
AAs reformas fortaleceram o pacto colonial ao eliminar críticos e modernizar a arrecadação, impedindo qualquer projeto emancipatório.
BAs reformas pombalinas buscaram modernizar o império e ampliar a arrecadação, enquanto o iluminismo luso gerou uma elite colonial crítica que, diante da crise econômica, passou a questionar a subordinação à metrópole.
CO iluminismo chegou à colônia apenas por meio dos jesuítas, cuja expulsão eliminou qualquer influência das Luzes sobre as elites coloniais.
DAs companhias monopolistas criadas por Pombal libertaram as colônias do exclusivo metropolitano, integrando-as ao livre-comércio internacional.
EA crise colonial resultou exclusivamente da concorrência do açúcar caribenho, sem relação com as reformas administrativas ou o ideário iluminista.