Ciências HumanasGeomorfologia, Solo e RelevoMédio

Questão de Geomorfologia, Solo e Relevo — ENEM

Um livro didático de Geografia do Ensino Médio apresentou um capítulo dedicado às formas de relevo pouco conhecidas pelos estudantes. O texto explicava que, além de planaltos e planícies, existe uma terceira categoria: áreas que, embora situadas acima do nível do mar, são mais baixas do que os terrenos que as cercam. Segundo o livro, essas formas surgem quando a erosão diferencial rebaixa setores de rochas menos resistentes, enquanto as áreas vizinhas, formadas por rochas mais duras, resistem ao desgaste e permanecem mais elevadas. Como exemplo, o texto citou a Depressão Sertaneja, no Nordeste brasileiro, encravada entre planaltos cristalinos. O capítulo destacava que essa categoria havia sido consolidada nas classificações mais recentes do relevo brasileiro, tornando-se referência nos estudos geomorfológicos do país. Analisando o contexto do livro, a forma de relevo descrita como mais baixa que os terrenos vizinhos, originada pela erosão diferencial de rochas menos resistentes, é denominada:
ADepressão relativa, área rebaixada em relação ao entorno por erosão diferencial das rochas menos resistentes.
BPlanície costeira, formada pelo acúmulo de sedimentos trazidos pelo mar e pelos rios na faixa litorânea.
CPlanalto cristalino, superfície elevada sustentada por rochas antigas muito resistentes ao desgaste.
DChapada, topos planos de planaltos sedimentares protegidos por capeamento rochoso resistente.
EMontanha, forma de relevo elevada com encostas íngremes originada por dobramentos ou falhas tectônicas.

Gabarito comentado

As depressões relativas são áreas que ficam mais baixas que o entorno por terem suas rochas menos resistentes rebaixadas pela erosão diferencial. Elas integram a classificação de Aziz Ab'Sáber e de Jurandyr Ross e são distintas das planícies, pois resultam de erosão e não de deposição. A Depressão Sertaneja é um exemplo clássico do Nordeste brasileiro.

Resolução passo a passo

O texto descreve uma área acima do nível do mar, pois não é depressão absoluta, mas mais baixa do que os terrenos vizinhos porque a erosão rebaixou as rochas menos resistentes: essa descrição define a depressão relativa. A planície costeira se forma por deposição sedimentar na faixa litorânea e não resulta da erosão diferencial descrita. O planalto cristalino é elevado e sustentado por rochas resistentes, o oposto da área rebaixada do enunciado. A chapada é o topo plano de um planalto sedimentar, forma elevada, e não rebaixada em relação ao entorno. A montanha é uma forma elevada produzida por tectonismo, distinta da depressão do texto. Pois o texto fala de rebaixamento por erosão diferencial entre planaltos cristalinos, a forma correta é a depressão relativa.

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