Ciências HumanasPeríodo Colonial e Economia Açucareira/MineradoraDifícil

Questão de Período Colonial e Economia Açucareira/Mineradora — ENEM

Um historiador, ao analisar a economia colonial, escreveu que o sentido da colonização foi produzir, para o mercado europeu, alguns poucos gêneros tropicais de alto valor, como o açúcar. Para isso, organizou-se a grande propriedade monocultora, trabalhada por mão de obra escravizada, cuja produção se destinava quase inteiramente à exportação. Segundo essa interpretação, a colônia não foi pensada como sociedade voltada às próprias necessidades, mas como empreendimento mercantil a serviço da metrópole e do comércio europeu. Assim, a vida social e econômica da América portuguesa estruturou-se em função de demandas externas, e não de um mercado interno consumidor. Com base nessa interpretação, qual característica da economia açucareira o autor destaca como definidora do sentido da colonização?
AA diversificação produtiva voltada ao abastecimento do mercado interno colonial.
BA orientação da produção para a exportação, atendendo às demandas do mercado europeu.
CA autonomia econômica da colônia em relação aos interesses mercantis da metrópole.
DA predominância do trabalho livre e assalariado nas grandes propriedades.
EA industrialização precoce do açúcar destinada ao consumo das vilas coloniais.

Gabarito comentado

A tese do sentido da colonização, associada a Caio Prado Júnior, enfatiza que a economia colonial existiu para atender ao mercado europeu por meio da monocultura exportadora e do trabalho escravizado. Interpretar criticamente esse argumento permite compreender a inserção dependente da colônia na economia mundial e suas marcas duradouras.

Resolução passo a passo

A interpretação apresentada afirma que a colônia foi organizada como empreendimento mercantil voltado a produzir gêneros tropicais para o mercado europeu, com a grande propriedade monocultora e o trabalho escravizado servindo à exportação. O autor destaca, portanto, a orientação da produção para a exportação, atendendo às demandas do mercado europeu, ideia próxima da tese do sentido da colonização. A primeira alternativa contradiz o texto, já que nega a diversificação e o foco no mercado interno. A terceira é incorreta, uma vez que o documento ressalta a subordinação aos interesses da metrópole, e não a autonomia. A quarta erra, ao passo que o trabalho descrito é escravizado, e não livre e assalariado. A quinta não se sustenta, pois o texto trata de produção para exportação, e não de industrialização voltada ao consumo das vilas. Por isso, a segunda alternativa é a correta.

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