Questão de Desigualdade Social, Gênero, Raça e Etnia — ENEM
Durante boa parte do século XX, difundiu-se no Brasil a ideia de que o país seria uma democracia racial, isto é, uma sociedade em que negros, brancos e indígenas conviveriam de forma harmoniosa, sem barreiras significativas decorrentes da cor da pele. Essa imagem ajudava a projetar o Brasil como exemplo de convivência pacífica entre grupos diferentes. Contudo, dados sobre renda, escolaridade, acesso a cargos de chefia e vitimização por violência revelam que pessoas negras ocupam, em média, posições mais desfavoráveis na estrutura social. Para muitos sociólogos, ao afirmar uma harmonia inexistente, essa ideia dificultava o reconhecimento do racismo e desestimulava políticas de combate à desigualdade. Considerando o contraste entre o discurso de convivência harmoniosa e os dados de desigualdade entre grupos raciais, qual é a principal crítica sociológica dirigida à noção de democracia racial?
AEla funciona como um mito que oculta o racismo e naturaliza desigualdades entre brancos e negros.
BEla exagera a violência racial e leva o Estado a criar políticas de inclusão desnecessárias.
CEla comprova estatisticamente que não existem desigualdades raciais relevantes no Brasil.
DEla resulta da imposição de leis segregacionistas semelhantes às vigentes nos Estados Unidos.
EEla impede a miscigenação ao separar legalmente os grupos por sua origem étnica.