LinguagensNorma Culta vs. Linguagem ColoquialDifícil

Questão de Norma Culta vs. Linguagem Coloquial — ENEM

Em um debate sobre língua, um participante afirma: 'Quem fala "nós vai" ou "os menino" simplesmente não sabe português e deveria ser corrigido sempre.' Outro participante responde: 'Essas formas seguem regras próprias das variedades populares e são plenamente eficazes na comunicação cotidiana. O que a escola deve ensinar é a norma culta como mais um recurso, ampliando o repertório do falante, sem desqualificar a variedade que ele já domina.' Qual posição sobre norma culta e variedades coloquiais o segundo participante defende?
AA de que a norma culta é a única forma correta da língua e deve substituir as variedades populares.
BA de que as variedades coloquiais e populares são organizadas por regras próprias e adequadas a seus contextos, devendo a norma culta ser ensinada como mais um recurso, sem desqualificá-las.
CA de que toda forma de falar é igualmente adequada a qualquer situação, tornando a norma culta dispensável.
DA de que apenas as variedades populares são legítimas, pois a norma culta seria artificial e elitista.
EA de que a escola deve corrigir todo falante que use variedades populares, eliminando-as da fala.

Gabarito comentado

A variação linguística não opõe formas certas e erradas, e sim variedades adequadas a contextos distintos. A norma culta é um recurso valioso em situações formais, ao passo que as variedades populares têm regras próprias; tratá-las como ignorância é preconceito linguístico. Ensinar a norma sem desqualificar a fala do aluno é o caminho.

Resolução passo a passo

O segundo participante defende uma posição equilibrada: as variedades coloquiais e populares têm regras próprias e são eficazes em seus contextos, e a norma culta deve ser ensinada como recurso adicional, ampliando o repertório sem desqualificar o que o falante já domina. A primeira opção contraria isso ao tornar a norma culta a única forma correta. A terceira distorce sua fala, pois ele reconhece que a norma culta é necessária em situações formais, logo não defende que toda forma sirva a qualquer contexto. A quarta inverte o raciocínio ao deslegitimar a norma culta, enquanto ele a valoriza como recurso. A quinta propõe eliminar as variedades populares, exatamente o preconceito que ele combate. A segunda opção sintetiza com fidelidade sua posição, conciliando o ensino da norma culta com o respeito às variedades.

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