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Questão de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) — ENEM

Em 1928, Oswald de Andrade publicou o Manifesto Antropófago, um dos documentos mais importantes do Modernismo brasileiro. Nele, o autor propõe que a cultura brasileira deve 'devorar' as influências estrangeiras, assim como os indígenas tupi devoravam seus inimigos para absorver suas forças. A ideia central é que o Brasil não deve imitar servilmente a Europa, mas sim assimilar o que vem de fora e transformá-lo em algo original e próprio. A expressão central do manifesto, 'Tupi or not tupi, that is the question', parafraseia Shakespeare para sintetizar essa postura de autonomia cultural com humor e irreverência. Com base nessas informações, a metáfora da antropofagia cultural proposta por Oswald de Andrade representa:
Aa submissão passiva da cultura brasileira aos modelos europeus mais valorizados.
Ba assimilação criativa e transformadora das influências estrangeiras pela cultura nacional.
Ca rejeição total de qualquer influência externa, defendendo um isolamento cultural absoluto.
Da restauração do período colonial e da dependência cultural em relação a Portugal.
Eo abandono das tradições indígenas em nome da modernidade industrial europeia.

Gabarito comentado

O Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade propõe que o Brasil deve 'devorar' as influências culturais externas para criar algo novo e original, em lugar de copiá-las. Essa ideia de antropofagia cultural tornou-se um dos conceitos centrais do Modernismo brasileiro, inspirando gerações de artistas a buscar uma identidade que absorve o de fora sem perder o que é próprio.

Resolução passo a passo

O contexto é claro ao afirmar que a proposta de Oswald não é imitar servilmente a Europa, e sim devorar suas influências para transformá-las em algo original. A paráfrase de Shakespeare exemplifica essa operação: a cultura europeia é absorvida e reinventada com humor brasileiro. A segunda alternativa traduz exatamente essa assimilação criativa. A primeira inverte a proposta, descrevendo submissão passiva, o oposto da autonomia pregada. A terceira exagera ao falar em isolamento absoluto, pois o manifesto prevê absorção, e não recusa. A quarta defende restauração colonial, contrariando o espírito de independência cultural. A quinta abandona as tradições indígenas, enquanto a metáfora da antropofagia parte justamente da prática tupi para reivindicar identidade nacional. Por isso, a metáfora representa assimilação criativa.

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