Gabarito comentado
A oposição entre malthusianismo e reformismo organiza boa parte do debate demográfico moderno. Enquanto Malthus enxerga o crescimento populacional como causa da miséria, o reformismo aponta a estrutura social desigual. Distinguir essas matrizes ajuda a avaliar criticamente argumentos atuais sobre população, recursos e pobreza.
Resolução passo a passo
O texto contrasta o malthusianismo, que atribui a miséria ao excesso de pessoas frente aos alimentos, com o reformismo, que enxerga a pobreza como produto da má distribuição da riqueza e da renda. A crítica reformista, portanto, desloca a causa da pobreza do tamanho da população para a desigualdade social, exatamente o que afirma a primeira alternativa. Estimular o crescimento populacional para baratear a mão de obra não pertence ao reformismo nem ao texto. Afirmar que a produção de alimentos nunca supera o ritmo aritmético repete a premissa de Malthus, contestada pelos reformistas. Reduzir o equilíbrio a guerras e epidemias é uma tese malthusiana, não reformista. Defender o controle de natalidade como único caminho aproxima-se do neomalthusianismo, diferentemente do reformismo. Por isso, a crítica correta vincula a pobreza à desigualdade.
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