Gabarito comentado
O toyotismo, desenvolvido pela Toyota no Japão no pós-Segunda Guerra, opõe-se ao fordismo ao priorizar a produção enxuta, o estoque mínimo e a resposta rápida à demanda real, reduzindo desperdícios. Com a Terceira Revolução Industrial, esse modelo se expandiu globalmente e influenciou as relações de trabalho, incluindo a flexibilização, a terceirização e o crescimento do trabalho precário. Compreender essas transformações é essencial para analisar as desigualdades do capitalismo contemporâneo.
Resolução passo a passo
O enunciado apresenta a Terceira Revolução Industrial como um processo que substituiu o modelo fordista de produção em massa padronizada pelo toyotismo, caracterizado por produção flexível, estoque mínimo e orientação pela demanda, o que corresponde à segunda alternativa. A primeira é incorreta, pois o toyotismo justamente rompeu com a rigidez de tarefas e as longas jornadas do fordismo. A terceira inverte a cronologia, dado que o fordismo surgiu no início do século XX, décadas antes do toyotismo japonês do pós-guerra. A quarta é falsa, pois o toyotismo foi desenvolvido no Japão, economia avançada, e difundido globalmente. A quinta ignora que os dois modelos deixaram marcas profundas nas relações de trabalho contemporâneas, como a terceirização e a precarização. Portanto, a distinção correta é a produção flexível orientada pela demanda.
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