Gabarito comentado
Em 'Grande Sertão: Veredas', Guimarães Rosa renova a prosa modernista ao tratar a linguagem como criação: neologismos, arcaísmos e fusões verbais constroem um sertão que é, ao mesmo tempo, geográfico e metafísico. Reconhecer essa invenção é perceber que, na terceira geração, a forma da palavra carrega o próprio sentido da obra.
Resolução passo a passo
O contexto descreve em Guimarães Rosa a renovação radical da linguagem, com neologismos, arcaísmos, fusão de palavras e a ideia de um sertão que ultrapassa o relato regional. O trecho confirma isso: 'nunca-mais', 'sempre-ainda' e 'desinventando o caminho' são invenções verbais que carregam reflexão ('o sertão é dentro da gente'). A segunda alternativa reúne essa fusão de oralidade, invenção vocabular e pensamento. A primeira reduz tudo a registro documental, negando a recriação evidente. A terceira fala em prosa jornalística, contrária ao estilo elaborado do autor. A quarta o associa ao Arcadismo, período estranho à sua linguagem inventiva. A quinta limita a obra à geografia, enquanto o trecho afirma que o sertão é interior e filosófico. Por isso, a contribuição central é a invenção da linguagem.
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