Gabarito comentado
A reminiscência platônica supõe que a alma imortal já conheceu as formas perfeitas no mundo das ideias antes de encarnar. Aprender é, portanto, recordar. Essa tese distingue Platão do empirismo, para o qual o conhecimento começa com a experiência sensorial: em Platão, os sentidos apenas despertam o que a alma já possuía, evidenciando o dualismo entre mundo sensível e mundo inteligível.
Resolução passo a passo
A teoria da reminiscência repousa sobre dois pressupostos metafísicos interligados: a imortalidade e pré-existência da alma e a existência de um mundo das ideias onde as formas perfeitas subsistem independentemente dos objetos físicos. A alma, ao ter contemplado essas formas antes de encarnar, pode recordá-las quando estimulada pelos objetos imperfeitos do mundo sensível. A primeira opção inverte a doutrina platônica, atribuindo confiabilidade aos sentidos, que Platão considera enganosos. A segunda contradiz diretamente o fundamento da teoria ao afirmar que a alma é mortal, o que inviabilizaria a pré-existência e, portanto, a reminiscência. A quarta é anacrônica e factualmente incorreta, pois o método científico moderno é posterior a Platão e parte de pressupostos diferentes. A quinta descreve o nominalismo ou o empirismo radical, posição oposta ao dualismo ontológico platônico. Dado que o texto enfatiza a pré-existência da alma e a contemplação prévia das formas, a resposta correta é a terceira.
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