Ciências HumanasIdade Moderna, Absolutismo e IluminismoFácil

Questão de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo — ENEM

Na França do século XVII, o rei Luís XIV concentrou em suas mãos todos os poderes do reino. Apoiado pela ideia de que o monarca recebia sua autoridade diretamente de Deus, ele controlava a administração, a justiça e o exército sem precisar consultar assembleias ou compartilhar decisões com a nobreza. O palácio de Versalhes tornou-se o centro da vida política e cortesã, e os nobres passaram a depender dos favores reais. A frase atribuída ao rei, 'o Estado sou eu', sintetiza a forma como a sociedade francesa daquele período organizava o poder. Nesse modelo, não havia limites institucionais à vontade do soberano, e a obediência dos súditos era apresentada como um dever religioso. Considerando o contexto histórico descrito e a maneira como o poder se concentrava na figura do rei, qual conceito político melhor define esse regime?
ARepública parlamentarista, em que o poder é exercido por representantes eleitos pela população.
BAbsolutismo monárquico, em que o rei concentra poderes ilimitados legitimados pelo direito divino.
CDemocracia direta, em que os cidadãos decidem os assuntos públicos em assembleias populares.
DFeudalismo descentralizado, em que a autoridade se fragmenta entre senhores locais autônomos.
ESocialismo de Estado, em que os meios de produção pertencem coletivamente à sociedade.

Gabarito comentado

O absolutismo monárquico foi a forma de poder predominante na Europa moderna, em que o rei concentrava a autoridade legitimada pelo direito divino. Versalhes e a frase 'o Estado sou eu' simbolizam esse modelo, no qual a obediência era apresentada como dever religioso e não havia controle institucional sobre o soberano.

Resolução passo a passo

O texto descreve um rei que concentra todos os poderes, governa sem limites institucionais e justifica sua autoridade pela origem divina, traços centrais do absolutismo monárquico encarnado por Luís XIV. A segunda alternativa reúne exatamente esses elementos. A primeira é incompatível, já que descreve uma república com representantes eleitos, o oposto da concentração pessoal do poder. A terceira remete à democracia direta, ausente na França absolutista. A quarta inverte o processo, uma vez que o feudalismo fragmentava o poder, enquanto o absolutismo o centralizava na Coroa. A quinta é anacrônica, pois o socialismo de Estado surge apenas no século XX. Logo, o regime descrito é o absolutismo monárquico de direito divino.

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