Gabarito comentado
A Comissão Nacional da Verdade representa um dos instrumentos da justiça de transição brasileira, que buscou reconhecer oficialmente os crimes do regime. A tensão entre os achados da CNV e a Lei da Anistia ilustra os impasses não resolvidos da redemocratização, mostrando que lidar com o passado autoritário é um processo longo e politicamente disputado.
Resolução passo a passo
O texto descreve a CNV identificando agentes responsáveis por violações e recomendando sua responsabilização, enquanto menciona a justiça de transição como campo que inclui verdade, memória, reparação e responsabilização judicial. Essa dinâmica entra em tensão direta com a proteção que a Lei da Anistia de 1979 conferiu aos agentes do Estado, dado que essa lei foi usada para impedir a punição dos responsáveis. O conflito entre a demanda por verdade e responsabilização e a proteção da anistia é, portanto, a tensão central evidenciada, como diz a alternativa correta. A primeira opção está errada, pois a criação da CNV foi cercada de controvérsias, especialmente entre setores militares. A terceira é falsa, uma vez que a própria criação da CNV demonstra que o debate não estava superado. A quarta contradiz a realidade histórica, pois setores das Forças Armadas resistiram ao trabalho da comissão. A quinta inverte o sentido do documento, que confirmou a existência de violações sistemáticas.
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