Gabarito comentado
O poder da Igreja medieval resultava da convergência de dimensões espiritual, econômica e cultural: ela guiava a fé, possuía terras, recebia o dízimo e monopolizava o saber escrito. Perceber essa multiplicidade de fontes de poder esclarece por que reis e nobres dependiam de sua legitimação e temiam a excomunhão.
Resolução passo a passo
O texto reúne várias fontes de poder da Igreja: autoridade espiritual sobre a salvação, posse de muitas terras, recebimento do dízimo, monopólio da escrita e da educação nos mosteiros e a capacidade de excomungar e de legitimar reis. A explicação adequada é, portanto, a combinação de poder espiritual, econômico e cultural. Dizer que a Igreja atuava apenas no plano espiritual contraria o próprio texto, que destaca terras e dízimo. Atribuir seu poder somente às armas ou à defesa militar das cidades é incorreto, já que a força da Igreja era sobretudo simbólica, econômica e cultural, e não bélica. Afirmar que ela financiava o comércio e controlava bancos é anacrônico para o auge medieval. Logo, a melhor explicação é a soma dos poderes espiritual, econômico e cultural.
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