Ciências HumanasTrabalho e Produção (Taylorismo, Fordismo e Toyotismo)Fácil

Questão de Trabalho e Produção (Taylorismo, Fordismo e Toyotismo) — ENEM

Uma reportagem histórica sobre a indústria automobilística norte-americana dos anos 1920 descreve uma fábrica onde todos os carros saíam na mesma cor, com o mesmo motor e o mesmo acabamento, produzidos em ritmo acelerado graças a uma esteira que movia o chassi de posto em posto. O preço de venda caía a cada ano, permitindo que famílias de classe trabalhadora adquirissem um veículo próprio. O fundador da empresa afirmava que qualquer cliente poderia ter o carro que quisesse, desde que fosse preto. Esse baixo custo era possível porque a padronização eliminava a necessidade de ajustes individuais e a produção em larga escala diluía os gastos por unidade. O modelo social criado articulava o ritmo da fábrica ao crescimento do mercado consumidor formado pelos próprios trabalhadores das linhas de montagem. A descrição corresponde ao modelo produtivo conhecido como:
ATaylorismo, organização científica do trabalho focada na cronometragem dos gestos dos operários.
BCooperativismo industrial, em que trabalhadores são coproprietários da fábrica e dividem os lucros.
CFordismo, caracterizado pela linha de montagem, pela padronização do produto e pela produção em massa voltada ao consumo de massa.
DToyotismo, baseado na produção enxuta sem estoques e no trabalhador polivalente capaz de operar diversas máquinas.
EArtesanato corporativo, em que cada peça é produzida individualmente sob medida para o cliente.

Gabarito comentado

O fordismo articula a linha de montagem com a padronização total do produto e com salários que transformam os operários em consumidores, criando um ciclo de produção e consumo em massa. Reconhecer esses elementos — esteira, padronização, mercado de massa — é essencial para distinguir o fordismo dos demais modelos de organização do trabalho industrial.

Resolução passo a passo

O texto descreve a esteira rolante, a padronização total dos veículos — todos da mesma cor e especificação —, o barateamento pelo volume e a formação de um mercado consumidor entre os próprios trabalhadores, traços que definem o fordismo. A alternativa correta, na terceira posição, reúne linha de montagem, padronização e produção em massa voltada ao consumo de massa. O taylorismo está errado, dado que se concentra na cronometragem dos gestos e na separação entre concepção e execução, sem tratar da esteira nem da produção em massa. O cooperativismo pressupõe propriedade coletiva dos trabalhadores, ausente na fábrica privada descrita. O toyotismo não cabe, pois elimina estoques e produz sob demanda, ao contrário da produção em larga escala de itens idênticos do texto. O artesanato corporativo é o oposto da produção padronizada em massa, pois envolve peças individualizadas. Por isso a terceira alternativa é a correta.

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