Ciências HumanasTrabalho e Produção (Taylorismo, Fordismo e Toyotismo)Fácil

Questão de Trabalho e Produção (Taylorismo, Fordismo e Toyotismo) — ENEM

A partir da reconstrução do Japão no pós-Segunda Guerra, a fábrica Toyota desenvolveu um modelo de organização do trabalho que se tornou referência mundial. Em vez de acumular grandes estoques de peças e de produtos, a empresa passou a produzir conforme a demanda do mercado, recebendo os insumos no momento exato em que seriam usados, segundo o princípio do just-in-time. A produção tornou-se enxuta, com pouco desperdício, e o trabalhador, em vez de repetir um único gesto, era treinado para operar várias máquinas e funções, tornando-se polivalente. Parte das etapas passou a ser repassada a empresas terceirizadas, e a organização social do trabalho ganhou maior flexibilidade. Essa forma de produzir, voltada a reduzir custos e a responder rapidamente ao consumidor, espalhou-se por diversos países. O conjunto de práticas descrito no texto corresponde ao:
AToyotismo, definido pela produção enxuta, pelo just-in-time e pelo trabalhador polivalente.
BTaylorismo, centrado na cronometragem dos gestos e na especialização em uma única tarefa.
CFordismo, organizado pela esteira rolante e por grandes estoques de produtos padronizados.
DFeudalismo, sistema agrário baseado em relações de servidão e trocas locais.
EKeynesianismo, doutrina que defende a intervenção do Estado para garantir o pleno emprego.

Gabarito comentado

O toyotismo se caracteriza pela produção enxuta, pelo just-in-time e pelo trabalhador polivalente, além do uso intenso da terceirização. Distinguir esse modelo do fordismo, que acumula estoques e padroniza em massa, evita confusões frequentes entre as duas formas de organizar a produção.

Resolução passo a passo

O texto descreve a Toyota produzindo conforme a demanda, com just-in-time, estoques mínimos, produção enxuta, trabalhador polivalente e terceirização, traços que definem o toyotismo. A alternativa correta reúne justamente produção enxuta, just-in-time e polivalência. O taylorismo está errado, já que se baseia na cronometragem e na especialização em um único gesto, oposta à polivalência citada. O fordismo também não cabe, uma vez que se apoia em grandes estoques e produção em massa, contrários à lógica enxuta do texto. O feudalismo pertence a outra época e a uma economia agrária servil, sem relação com a fábrica. O keynesianismo é uma doutrina econômica sobre o papel do Estado, e não um modelo de organização do chão de fábrica. Por isso a primeira alternativa é a adequada.

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