LinguagensMúsica e Cinema NacionalDifícil

Questão de Música e Cinema Nacional — ENEM

Um texto de teoria do cinema discute a tensão entre a produção de filmes de gênero — terror, comédia, ação, romance — e a tradição do cinema de autoria no Brasil. O autor argumenta que o cinema de gênero, ao seguir fórmulas narrativas padronizadas que o público reconhece e consome de forma previsível, pode funcionar como produto da indústria cultural: reforça expectativas, oferece entretenimento sem ruptura e opera dentro dos valores hegemônicos do mercado. Ao mesmo tempo, o texto reconhece casos em que diretores brasileiros subverteram as convenções dos gêneros populares para introduzir crítica social: um filme de terror que usa o horror para falar sobre racismo estrutural, ou uma comédia que expõe preconceitos de classe ao explorar o riso em situações que o público dominante não esperaria encontrar. O texto conclui que a oposição entre gênero e autoria não é absoluta, pois a forma de um gênero pode ser tanto veículo de conformidade quanto de resistência. Considerando esse argumento, a tensão descrita no texto revela que
Afilmes de gênero são sempre alienantes e jamais podem veicular qualquer forma de crítica social.
Bo cinema de autoria brasileiro rejeitou completamente o uso de gêneros populares ao longo de toda a sua história.
Ca forma cinematográfica de um gênero pode ser usada tanto para reproduzir valores hegemônicos quanto para subvertê-los criticamente.
Dapenas documentários são capazes de exercer função crítica no cinema, sendo os filmes de gênero irrelevantes.
Ea indústria cultural impede qualquer produção artística genuína, tornando inútil a distinção entre autoria e gênero.

Gabarito comentado

A teoria crítica da cultura mostra que formas padronizadas — como os gêneros cinematográficos — não são intrinsecamente alienantes: elas podem ser subvertidas para introduzir crítica social, expondo contradições que o público não esperava encontrar. Analisar como a forma de uma obra se relaciona com sua função social é uma habilidade de leitura crítica que vai além do conteúdo temático aparente.

Resolução passo a passo

O texto argumenta que o cinema de gênero pode funcionar como produto da indústria cultural ao reforçar expectativas, pois entretém sem ruptura. Ao mesmo tempo, apresenta exemplos em que diretores subverteram as convenções dos gêneros para introduzir crítica social: terror sobre racismo e comédia sobre preconceito de classe. A conclusão é que a oposição entre gênero e autoria não é absoluta, uma vez que a forma do gênero pode ser veículo de conformidade ou de resistência. Isso corresponde à terceira alternativa. A primeira nega a possibilidade de crítica nos filmes de gênero, o que o texto refuta com exemplos concretos. A segunda atribui rejeição total dos gêneros ao cinema de autoria brasileiro, o que o texto não afirma. A quarta restringe a função crítica ao documentário, sem apoio no texto. A quinta aplica a tese da impossibilidade de arte genuína na indústria cultural, posição que o texto não adota, já que reconhece casos de subversão dentro dos gêneros.

Quer mais questões de Música e Cinema Nacional?

Monte um simulado focado neste subtema e acompanhe sua evolução.

Questão de Música e Cinema Nacional para o ENEM — com Gabarito Comentado | SimulENEM